quarta-feira, 23 de maio de 2007

O espartano de hoje

Seria uma benção termos hoje a possibilidade da existência de uma Esparta. Contudo, como não se pode ter uma sociedade assim, deve-se procurar descobrir no âmago se é verdadeiro guerreiro espartano: se a fortaleza é a coragem, a honra e a glória luta-se bravamente por isso, por mais doloroso que seja o caminho. Caso não tenha nascido espartano, que não se imite Alfíates, traidor ressentido pelas suas fraquezas, física e moral, mas luta-se para alcançar a coragem, honra e glória, numa busca incessante, sempre se lembrando de prosternar-se aos verdadeiros guerreiros.

O verdadeiro espartano não foge à moral jamais. Não seja esse o motivo para que ele, nascido hoje, nesses tempos de degeneração moral, exima-se da obrigação de defender sua família, sua nação (infelizmente hoje se deve antes analisar se há nação), seu eu. Precisa-se, nesse mundo globalizado, cheio de tendências ideológicas e construtivismos, de políticos fortes, homens robustos, inteligentes e incorruptíveis, de jornalistas compromissados com a verdade e nada mais, de empresários dignos, que não vendam a sua alma e a dos outros por moedas; precisamos de pessoas respeitosas, honradas – há de se lutar por algo mais digno do que o direito, fruto do dever, o que infelizmente ninguém entende.

Há, também, de se encarar a verdade inegável da vida: as pessoas são diferentes entre si, muito diferentes. E tem quem seja mais do que outro, certamente. Tem que se entender que o talento para uma determinada função está mais em uns do que em outros; que a perseverança atinge mais uns; que as verdades são mais claras a outros. Nunca se justifica uma fraqueza pessoal culpando o outro: cada um é dono, e único dono, de seus vícios e de suas virtudes. Não se pode morrer no ódio por não conseguir algo que outro conseguiu; se é melhor, conseguirá; se não é, seja Homem de assumir isso.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Clodovil não nasceu para o Congresso - é muito Homem para isso.

por Sr. Segredo

A meu ver, o Parlamento deveria ser um lugar político-administrativo, em que o primeiro termo, "político", tivesse significância real, isto é, a ciência do governo das nações e o segundo função prática. No Brasil, porém, assume uma postura político-demagógica, em que o primeiro termo poderia ser trocado por "politicagem" e o segundo é real. Aquilo é uma assuada, lugar onde todas as decisões importantes são postergadas para que se engendrem os jogos da politiquice nacional, com berreiros de todos os lados, como se para disfarçar o óbvio: ninguém está escutando ninguém. Sem simpatia e sem resignação, como se faz numa situação dessas, Clodovil desabou na Câmara dos Deputados soltando os cachorros. Tenho certeza de que, se a Câmara fosse composta por pessoas de bem, conscientes do dever no cargo público, o estilista seria mais cordial, mas a situação o força a esse tipo de comportamento mais rude.

Alguns esclarecimentos sobre o caso Hernandez:

Primeiro:

A mídia está ocupando-se demais dele! Quase ninguém comenta o fato de Palocci, Genuíno, Berzoini terem sido reeleitos, contudo, Clodovil, que nunca foi suspeito de qualquer corrupção, é alvo intenso de críticas.

Segundo:

Todos falam que Clodovil não teve passado político, mas céus, que história é essa que o povo brasileiro inventou de que se deve ter carreira política? Qualquer pessoa que se informa o mínimo sobre a história e sobre o mundo sabe que o homem público elegido no sistema democrático não pode fazer disso sua profissão. Um advogado, um médico, um profissional da área que for pode, eventualmente, tentar o cargo para gerir a coisa pública. Mas o Brasil inverteu o processo. Hoje, quem não é parente de político dificilmente consegue entrar no alto escalão das instituições públicas, mesmo as que se consagram pelo sufrágio, e se consegue é "sensato" de não sair mais; afinal, com um salário daqueles - aliás, o próprio salário indica a inversão desse processo.
Clodovil, portanto, não está desqualificado somente porque foi "catapultado à arena cheia de feras", como disse FHC ao relatar o que sentira ao perder, em 85, a disputa pela prefeitura. Talvez muito pelo contrário, pois o que vi até agora foi Hernandez lutando bravamente pelo Estado de Direito.

Terceiro:

Ninguém é perfeito. Para não acharem que sou defensor incondicional do estilista, revelo toda minha indignação com um ocorrido: num programa de televisão, ele não poupou elogios a Dilma Rousseff, quem, para mim, merecia ofensa ainda maior do que Cida Diogo - as duas exemplos de petistas que erguem a bandeira da devassidão nesse país.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Oh, "Ilustre" Bruno Maranhão, a que vem?

Debate
Perspectivas, Rumos e Caminhos da Esquerda Brasileira


Com
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL)
Bruno Maranhão (MLST)
Tadeu Veneri (Dep. Estadual - PT)



Dia: 17 de maio de 2007
Horário: 19:00h

Local: Auditório da UTFPR (antigo CEFET)
Rua Sete de Setembro, 3165


Contatos:
3024-0614 (a tarde)
centroche@terra.com.br

Organização
Sindutfpr

Pensar que já andei por aquele auditório tantas vezes... Hoje eu lhe digo: Até tu, auditório?
Deixe-me pensar que estou errado, que você afundará cada um dos palestrantes do inferno e os jogará de volta aos seus habitats, pelo menos isso.

Que direito tem Bruno Maranhão de debater qualquer coisa numa universidade de respeito - em tese - que não tem qualquer outro grande criminoso?

Sinto arrepios nos pêlos da alma quando penso em um auditório repleto de alunos e professores (aliados a uma orgia sindicalista e gremista, tanto do ensino médio como do superior) aplaudindo Bruno Maranhão e os outros dois safados da lista.

Mas, em bem pensar, como poderia ser diferente, se é um debate de esquerda? Não tem como.

Bem que alguém de importância, que esteja disposto a lutar por Estado de Direito, poderia impedir a vinda desse conhecido criminoso, Bruno Maranhão - os outros também são, mas ainda se escondem atrás da ideologia, o que, num país governado por tanta gente medíocre, serve de defesa para o crime. Um Homem que tivesse a coragem de apontar e dizer que, não só Maranhão, mas o MLST e todo movimento sem-terra é bandido. Assim como a Câmara de deputados fez com Hugo Chavez, ao aprovar uma lei que proibia o demagogo ditador Venezuelano de entrar no estado do Paraná. Mas isso não vai acontecer, infelizmente.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

O Governo e a Cantina

por Sr. Segredo

Ouvi um professor fazer um comentário simples, porém no qual eu nunca havia pensado, sobre o por que Lula fora reeleito. "O povo brasileiro só se preocupa com a economia. Governo virou sinônimo de economia. Nenhuma corrupção importou, Lula foi reeleito porque a economia andou estável", disse ele. É bem verdade. Eu pensei num jeito de expor isso em um texto e decidi comparar com uma cantina de escola.

Imagine uma escola com diretor, cozinheiro e alunos - esqueçam os demais. Essa escola tem uma grande cantina, que serve a todos alunos. A cada dia, o cozinheiro senta-se para decidir o que fará para a refeição. Pensa, pensa, e quando alguma idéia surge, mãos à obra. Num ano qualquer, têm-se no segundo semestre, por casualidade, melhores pratos. O cozinheiro teve melhores idéias, só isso. Coincidentemente, na passagem de semestres houve a troca do diretor. É ululante que as crianças são ignorantes quanto aos processos internos da cozinha; a única coisa que lhes importa é a merenda estar boa ou não. Daí, ligarão a melhora na alimentação à troca de diretoria. E, se tiverem que votar em um dos diretores, votarão no último.

Mas a importância do diretor sobre a comida é pouca: ele opina de vez em quando, se está de bom-humor. Assim ocorre no Brasil. A refeição seria a economia, o cozinheiro o que a rege - eventualidades, (in)segurança, especulações -, o diretor o nosso presidente, e os alunos o povo. O diretor tem diversas outras preocupações - em tese -, como o cumprimento do regimento interno, quadro de funcionários, construção de obras, manutenção da qualidade de toda escola etc, assim como o presidente - ressalvando que em tese; porém, os alunos, o povo, estão preocupados com a comida, e só, embora todo o resto os influencie.

Esse é o diagnóstico do Brasil. O país, em toda sua história, jamais teve um governo, e governante, tão corrupto, tão vil. Ao votar em Lula, o país abriu um precedente medonho, e ao reelegê-lo, prognosticou a degeneração moral e cultural por inteira, seguida de óbito. Tudo isso porque, dentre outros fatores, o da economia esteve, aparentemente, estável. Depois disso, ainda seria possível dizer que o povo brasileiro é bom, moral e respeitoso? Eu não diria. Uma famosa frase do filósofo francês Joseph De Maistre (1753-1821) corrobora o que penso: Cada povo tem o governo que merece.

É certo que esse é apenas um dos fatores que direcionou os votos dos brasileiros. Os outros - a formação de um exército vermelho aos moldes gramscista, o populismo típico da América Latina, o Foro de São Paulo, a complacência da oposição - são também importantes; na verdade, é todo um conjunto de perversidades já instauradas em nossa sociedade que permitiu a barbárie da eleição e, pior, reeleição de Lula.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

E olha que é Unicamp!

O debate medular ou: por um movimento estudantil intelectualmente digno
por Luís Guilherme Fernandes Pereira em 29 de abril de 2007

Das razões deste escrito

Estive hoje, data da escrita deste documento, no Conselho de Representantes de Unidades (CRU), espécie de “senado” do movimento estudantil da Unicamp, sobrepujado em autoridade somente pela assembléia geral e pelos congressos anuais, e que congrega representantes eleitos de forma direta e representantes escolhidos pelos Centros Acadêmicos.

A pauta consistia da discussão a respeito dos “decretos do Serra” (são conhecidos dessa forma os decretos de 51.460 de 01/01/2007, 51.461 de 01/01/2007, 51.471, de 02/01/2007 e 51.636, de 09/03/2007 e 51.660, de 14/03/2007), cuja síntese (enviesada) pode ser lida em http://www.adunicamp.org.br/S%EDntese%20Decretos%20Serra.pdf. É consenso no movimento estudantil que esses decretos precarizam a Universidade Pública, tiram-lhe a autonomia e fazem parte de um projeto privatista das Universidades (obviamente tramado pela burguesia).

Ao comparecer ao CRU - com dois amigos de quem discordo politicamente, mas dou testemunho de sua inteligência e honestidade - o que ouvi foi uma repetição, com palavras distintas, desses pontos. Às vezes uma pessoa que não estava sob os efeitos da Cannabis falava com uma dicção um pouco melhor mas o conteúdo não mudava. Fiz uma fala, de alguns segundos, que reproduzo da melhor forma que lembro: “O debate aqui não passou da medula. Ninguém pensou nos pontos e só repete discursos prontos. As falas chegam à medula e vem a reação imediata. Ninguém pensou no que é Universidade, no que a sociedade tem a ver com a Universidade, qual é o sentido do Estado, o que o Estado tem a ver com a Universidade. Ninguém pensou a respeito da dicotomia colocada por Bourdieu de sociedade e mercado. Retiro-me”. Alguns, ironicamente, pediram para eu fazer uma fala maior para “iluminá-los”. Disse que escreveria um texto. Embora ache que ninguém acreditou nisso, cá está o texto. Vou explicar a minha fala e tratar de algumas outras coisas que vejo no movimento estudantil e que me incomodam, com o intuito de ajudá-los a trilhar o caminho da honestidade intelectual.

Antes de tudo, um pequeno comentário. Um pouco antes do rebuliço citado, chamei meus dois amigos a saírem da sala do DCE para fazermos um “debate qualificado” lá fora. Para quem não sabe, “debate qualificado” é como os comunistas se referem a qualquer debate em que eles consigam moldar a linguagem e ser a opinião hegemônica, já que assim ele está livre das amarras da “alienação”. Poderia fazer uma seção inteira com o glossário de termos comuno-socialistas, tais como “bandeiras históricas”, “unidade do movimento”, “educação superadora”, e os já citados “alienação” e “debate qualificado”. Só o último é necessário, e mesmo assim nem é tanto. Retomo a seguir.

No nosso debate qualificado, entre outras coisas, citei que achava um absurdo a burrice deles de não fazer “debates” com as duas (ou mais) opiniões a respeito do assunto e sim uma voz única, já que mesmo que o intuito deles fosse doutrinar, eles só poderiam fortalecer as opiniões a seu favor expondo a opinião contrária.

Nesse momento chegou um dos diretores do DCE, por quem tenho um especial apreço, e falei: “Meu comunista favorito, você não acha que só dá para formar uma opinião se forem expostos os dois lados?”, no que ele concordou inteiramente e ainda reiterou citando o Princípio de Identidade. Em seguida perguntei: “Por que, então, não se fez nenhum debate com alguém favorável aos 'decretos do Serra'?”, no que não obtive resposta.

Entre as hipóteses citadas pelos meus amigos para esse comportamento aparentemente desprovido de inteligência, lembro-me das seguintes: “vai que alguém muda de idéia” e “quantos desses estão realmente interessados em formar uma opinião sólida? Dos 35 que lá estão, acho que 33 não estão”.

Dos pontos que elenquei:

Discursos prontos

Não é surpresa para ninguém (e é muito triste que não seja) que os debates estudantis (e muitas vezes os docentes) acerca de questões políticas só repetem alguns discursos prontos. Esses discursos são encontrados nas “reuniões de formação” dos partidos ou grupos políticos e em artigos de jornal de pensadores sociais tidos em boa conta pelos militantes estudantis.

Qualquer coisa que fuja disso, choca-os. Eles conhecem os seus discursos, os discursos do grupo político oponente, e brigam para ver quem consegue mais falas, para fazer valer o ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Se alguém chega com algo diferente, inesperado, é clara a sua impotência ante a situação.

Já vi, por exemplo, propostas de algum raro estudante que usa o cérebro que contemplavam os dois lados da contenda. E o que acontecia? A proposta era negada por ambos os grupos, porque eles não sabiam como agir. Não estavam preparados para pensar, desligavam o cérebro e reagiam com a medula. É irônico o suficiente que eles só concordassem em discordar do que ambos concordavam.

Também era notório o embasbacamento temporário a que eu os submetia falando qualquer coisa que fugisse do molde do debate. Eles demoravam algum tempo para dar partida no cérebro, e o cérebro respondia para que eles usassem o trator e discordassem logo, porque ele não queria trabalhar. Afinal, cérebro de comunista não foi feito para ser explorado. Ai de quem tentar extorquir-lhe a mais valia!

O que é Universidade?

Eu não sei o que é Universidade além da minha vivência nesses últimos 6 anos. Também não sei a que ela serve nem a que ela deveria servir, exceto umas apostas que fiz, junto com alguns amigos, em duas teses a Congressos de Estudantes da Unicamp (essas teses estão publicadas no meu blog: Uma noite e meia e Angiosperma Dicotiledônea Cariófila - Abaixo a Média 7).

Já pensei no assunto, contudo, e tenho algumas opiniões temporárias que eu não valorizo mais do que isso: opiniões. Tendo em conta o que é Universidade, a que ela serve e a que ela deveria servir, eu me posiciono a respeito dos pontos e penso a respeito de projetos possíveis para a Universidade.

Só duas coisas eu tenho certeza a respeito da Universidade e são as únicas que aqui exporei. Minhas opiniões não interessam. Essas duas coisas são: ela deve servir à ampliação do conhecimento e buscar a verdade. Ampliação do conhecimento de quem? Não sei. Que tipo de conhecimento? Não sei. Verdade a respeito de que temas? Não sei. Tenho cá minhas opiniões, mas repito: não cabe expô-las aqui.

No movimento estudantil, todo mundo (quando digo “todo mundo”, refiro-me a uma generalização razoável para que, em uma pesquisa estatística, a proporção da amostra que tenha aquela característica seja de 100%. Se você não se encaixa, não se sinta ofendido, mas antes encorajado a lutar para aumentar a proporção da sua característica e não ser desconsiderado) diz que a Universidade deve servir à classe trabalhadora e produzir um conhecimento social que contribua para a “transformação da sociedade” (mais um termo do duplipensar comunista, que significa simplesmente a implantação do socialismo (na verdade ele significa muito mais e mereceria um capítulo à parte. Fica para outra iniciativa). Se eu pedir para alguém explicar o que isso significa, talvez eles não consigam cumprir.

Sociedade e Universidade

Nisso tudo, como a sociedade se relaciona com a Universidade? O que é autonomia para a Universidade, é seguir o caminho do conhecimento? É obedecer os anseios da sociedade? E esses anseios, são refletidos no governo? Onde a autonomia se encaixa nisso tudo? Eu, que evito usar a medula (tenho reações lentas, de fato), não consigo responder nada disso. Sem isso, não dá para discutir autonomia, rumos, e quais são os direitos que o governo tem sobre a Universidade.

Estado

A conceituação de Estado também se faz necessária. É totalmente diferente um Estado mínimo liberal, um Estado “pequeno” conservador, um Estado de bem-estar social, um Estado grande (por exemplo, populista) e uma ditadura do proletariado nos moldes leninistas. Ao escolhermos o comportamento que desejamos do Estado é que podemos começar a falar de ingerência do governo na Universidade. Em quais dessas formas de Estado a autonomia pode ser defendida? Talvez em quase todos, mas com certeza não na “ditadura do proletariado”, já que o proletariado tem que patrulhar a Universidade (um aparelho ideológico, para Althusser) para evitar o renascimento dos ideais “burgueses”. Então, o que aquele bando de leninistas está falando de autonomia?

Sociedade e Mercado

O sociólogo Pierre Bourdieu dizia que, na sociedade capitalista, o conceito de sociedade se confunde com o conceito de mercado. Isso foi usado (de maneira correta) por um professor contra a “Universidade Nova”.
Mas essa análise é mais ou menos “neutra”, no sentido que pode ser usada para tanto detratar o capitalismo, como para defendê-lo. E, se ele estiver correto, na sociedade capitalista a Universidade que corresponde aos anseios da sociedade é aquela que corresponde aos anseios do mercado. Não se pode defender a efetivação dos anseios da sociedade na Universidade ao mesmo tempo que se critica o seu caráter “mercadológico”. Isso é muito importante. É uma questão de honestidade, já que os “anseios sociais” que o militante defende nada mais são que os anseios dele.

Para se defender uma Universidade que não siga o mercado, é necessário que: ou se negue (intelectualmente, por favor, não com uma birra!) a tese de Bourdieu, ou não se coloquem os “anseios da sociedade” como guia para a Universidade e sim, um projeto de iluminados ou outra coisa que o valha, por exemplo, a tese conservadora: “a Universidade deve ser autônoma para suas pesquisas, e dane-se o resto”. Não deixa de ser irônico ver socialistas defendendo uma causa conservadora. O que eles não podem é defender isso e os anseios sociais ao mesmo tempo.

Da ignorância e da desonestidade

Há, basicamente, dois tipos de militantes estudantis: os ignorantes e os desonestos. Explico, com um passeio pelo pouco que conheço do marxismo e de sua evolução intelectual.

Karl Marx postulou de uma maneira quase determinística o fim do capitalismo e o advento do socialismo, preparação para o comunismo. O desenvolvimento capitalista levaria à saturação do sistema e sua queda. O crepúsculo seria acompanhado da revolução socialista, que derrubaria o governo capitalista e imputaria a ditadura do proletariado.

Aos países que não tivessem atingido um desenvolvimento capitalista suficiente, caberiam duas opções para que alcançassem o estágio necessário para a revolução: serem destruídos ou atingir, sozinhos, esse desenvolvimento num prazo maior.

Marx também advertiu que o capitalismo tinha suas defesas, entre elas o “aparelho de Estado”, que mais tarde viria a ser chamado de “aparelho repressivo de Estado”, em contraposição à definição, de Althusser, dos “aparelhos ideológicos de Estado”. O “aparelho de Estado” consistia na polícia a serviço do governo burguês.
Com Althusser, as sedes de formação social entraram na turma dos aparelhos, mas como aparelhos ideológicos: a escola, a Igreja, a família que, para ele, incutiam a ideologia burguesa na cabeça dos alienados coitadinhos.

Lênin, ao colocar na prática as idéias marxistas, descobriu duas coisas: a revolução poderia ser feita antes do desenvolvimento capitalista que seria feito pela própria ditadura do proletariado; o “esquerdismo” não era benéfico ao projeto socialista, porque desviava o foco da revolução, através de demandas imediatistas ao Estado burguês. O próprio Lênin combateu o esquerdismo enquanto promovia o desenvolvimento capitalista na Rússia soviética, até ser sucedido por Stálin.(José Genoíno disse, em entrevista à Folha de São Paulo no dia 07/02/2005, que o governo Lula seguia a linha leninista de prover o desenvolvimento capitalista para criar as condições para a instauração do socialismo).

Contudo, os estudos posteriores de diversos autores do “Marxismo Ocidental”, principalmente Gramsci, Lukács e Horkheimer mostraram que o esquerdismo poderia ser útil ao movimento revolucionário, já que as suas demandas e manifestações serviam para degradar o Estado burguês ou as bases em que estava assentado. Dessa forma, os comunistas deveriam apoiar as causas esquerdistas e todas as causas “anti-ocidentais”, ou ainda “anti-logocêntricas”, pois isso serviria para transformar a opinião pública. Usando o Althusser, a idéia deles era tomar os aparelhos ideológicos de Estado para si e usá-los no molde da mentalidade da população.

Isso é o básico do básico do marxismo. Eu li três capítulos d’O Capital, um do “Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado” (de Althusser), algumas palavras espalhadas de Lênin, e apuds de Gramsci e da Escola de Frankfurt e isso é tudo que eu sei.

Existem três “gradações” de militantes marxistas: os primeiros sabem só o marxismo de Marx. Não avançaram até Lênin. Sabem teoria mas não sabem estratégia. Em seguida, há os que estudaram Lênin e conhecem estratégia marxista. Os que estão no DCE (ou pelo menos os seus capos) estão, majoritariamente, neste grupo. O terceiro grupo, aqueles que conhecem ou Gramsci ou a Escola de Frankfurt são uma minoria, principalmente alunos do IFCH e da Economia que se metem muito pouco com o movimento estudantil e, claro, os grandes ideólogos dos partidos de esquerda que formam sua baixa militância (seus idiotas úteis) nas Universidades.

Quando vejo os debates no movimento estudantil, vejo esquerdismos perdidos. Se os “esquerdistas” estão no primeiro grupo eles são ignorantes, já que não sabem que o “esquerdismo é a doença infantil do comunismo”.

Se estão no terceiro, são estrategistas que usam o esquerdismo para degradar o Estado burguês e, portanto, insinceros, já que dão a impressão de acreditarem naquelas causas. Eu ainda não consigo enxergar uma causa para militantes do segunda gradação defenderem causas esquerdistas, mas que o fazem, isso vejo com os meus olhos. Talvez recebam ordens de seus partidos, a única hipótese que fá-los parecerem com um mínimo de inteligência: não pensam, mas respeitam as ordens de quem pensa.

Pelo fim da maldade no mundo! Pela democratização do amor e da amizade!

O título desta seção conclusiva é formado por duas propostas submetidas a Congressos de Estudantes da Unicamp, o que mostra o nível a que os debates caíram. A título de nota, a primeira foi rejeitada, a segunda foi aprovada com algumas alterações. As duas são bizarrices tremendas: a primeira é o desejo gnóstico-revolucionário, a segunda quer dar direitos constitucionais a respeito do amor a todos. Já pensou?

Da atuação dos partidos no movimento estudantil

Eu não preciso falar da torpeza que é a atuação dos partidos no movimento estudantil. Eles formam seus quadros, pagam cursinho e falam em qual Universidade eles devem entrar. Por exemplo, neste ano três membros do PSOL entraram em Ciências Sociais, vindos de outros cursos da Unicamp. Uma garota, do mesmo partido, entrou em Letras, vinda de outra Universidade. Essa prática também é bastante difundida no PCdoB, e não duvido que aconteça o mesmo no PT, no PSB, no PDT e no PSDB.

Nada é tão maléfico ao movimento estudantil como isso. Se você pega um movimento com pessoas inexperientes que discutem o que não sabem, mas que são honestas, é possível construir uma militância ética. Quando o compromisso das pessoas não é com os estudantes mas sim com um partido ou com uma ideologia, não há nada que os estudantes possam fazer senão lamentar, ou, se tiverem força, juntar-se e peitar esses aproveitadores.

Também não preciso falar outra coisa: o que esperar da atuação desses partidos no governo da população, se na briga por um espaço bem menor, os “fóruns do movimento estudantil”, a coisa é tão vil? Que moral têm esses militantes para falar de ética?

Oração

O ensino superior espera ser populado por pessoas inteligentes, por pessoas aptas a ingressar em estudos superiores; o nome mesmo diz. Se não é isso que os militantes querem, a gente discute depois.

A Unicamp é conhecida nacionalmente, quiçá mundialmente por seus méritos na pesquisa acadêmica.
Suas vagas são disputadas por alunos de todo o país, que buscam o brilhantismo em seus pares, para terem garantia de um nível de estudo adequado à sua prévia preparação.

Quando você pensa em um movimento político em uma Universidade de tal porte, você esperaria encontrar pessoas inteligentes, estudando a fundo os problemas que debatem, conhecendo o problema em toda sua amplitude, conversando com especialistas das mais diversas orientações e posicionamentos sobre o assunto.

E quando a situação que você encontra é, não apenas diversa, mas oposta a essa, com militantes repetindo discursos de partidos de meia tigela, submetendo-se a Zés Manés em vez de tomarem as rédeas do debate - fazendo jus à formação que deveriam ter -, com estudantes dos últimos anos de humanas não sabendo o básico do marxismo ou fingindo que não sabem, a desolação não tem tamanho.

O que falei nesta tarde não foi com raiva, não foi para expressar superioridade. Foi algo sincero e repleto de tristeza. Não quero nem imaginar o que acontece nas outras Universidades, pretensamente piores do que a Unicamp. A Verdade liberta, mas nem sempre é agradável.

Tudo que podia fazer quanto a isso foi feito. Escrevi estas linhas. Não quero mudar o posicionamento político de ninguém, só quero honestidade e estudo. Mas sei que só um milagre pode mudar tão deteriorada situação. Rezemos.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Sousândrade

Harpa XXXII

Dos rubros flancos do redondo oceano
Com suas asas de luz prendendo a terra
O sol eu vi nascer, jovem formoso
Desordenando pelos ombros de ouro
A perfumada luminosa coma,
Nas faces de um calor que amor acende
Sorriso de coral deixava errante.
Em torno de mim não tragas os teus raios,
Suspende, sol de fogo! tu, que outrora
Em cândidas canções eu te saudava
Nesta hora d'esperança, ergue-te e passa
Sem ouvir minha lira. Quando infante
Nos pés do laranjal adormecido,
Orvalhado das flores que choviam
Cheirosas dentre o ramo e a bela fruta,
Na terra de meus pais eu despertava,
Minhas irmãs sorrindo, e o canto e aromas,
E o sussurrar da rúbida mangueira
Eram teus raios que primeiro vinham
Roçar-me as cordas do alaúde brando
Nos meus joelhos tímidos vagindo.

E então, Doutora, diga-me o que vê nessa poesia, ou se vê poesia, sabe lá! Eu adorei, mas a profissional é você!

sábado, 7 de abril de 2007

Um Brasil sem Igreja

A farsa da Campanha da Fraternidade socialista - (e do Ensino Religioso)
por Carlos Reis em 06 de abril de 2007

Preparem-se para mais uma decepção: o Papa vem aí! Primeiro foi o Bush, agora o Papa. Eles têm tudo a ver – são visíveis como dois bons alvos! Mas neles encontramos a mesma posição diante do óbvio. Pois eles vêm visitar quem não gosta deles e gostaria de vê-los mortos! Estou me referindo à decepção que será causada na mente das pessoas informadas, como nós, que sabem para quê e para quem trabalha a CNBB. Não estou me referindo à acolhida calorosa que o povo brasileiro dará ao Papa. Será uma grande emoção, sem dúvida. Por isso mesmo a decepção, por não podermos ver o Papa dizendo a verdade que gostaríamos que o povo brasileiro soubesse, se é que ele sabe. Isso da boca de um Papa seria maravilhoso.

Mas o mote da Campanha da Fraternidade deste ano é conhecer a “realidade” dos povos da Amazônia. Segundo o texto oficial desse órgão do Foro de São Paulo, a Campanha desse ano ( Vida e Missão Neste Chão) “visa a conhecer a realidade em que vivem os povos da Amazônia, sua cultura, seus valores e as agressões que sofrem por causa do atual modelo econômico e cultural, e lançar um chamado à conversão, à solidariedade, a um novo estilo de vida e a um projeto de desenvolvimento à luz dos valores humanos e evangélicos, seguindo a prática de Jesus no cuidado com a vida humana, especialmente a dos mais pobres, e com toda a natureza”.

Quanto aos povos da Amazônia (ou os índios):

“Os povos da Amazônia, profeticamente, convidam a mudar o estilo de vida. Não basta preservar a Amazônia para garantir a vida do planeta. Cada uma e todas as pessoas, dentro das condições e no bioma em que vivem, precisam converter-se a um estilo de vida baseado na simplicidade e na sobriedade, no respeito e no cuidado para com a natureza, na valorização do outro como parte imperativa da sua existência no presente e no das futuras gerações”.

Mas analisemos o texto oficial da CNBB que selecionei. Aqui estão bem claras duas mentiras: a primeira, que aponta o “sofrimento causado pelo atual modelo econômico e cultural” (!); e a segunda, uma falsa preocupação com a prática de Jesus naquela região (por que mesmo naquela região?). Até aí, nenhuma novidade – a Igreja Católica do Brasil faz isso há anos, mas o modelo econômico e cultural que ela farisaicamente condena é o dos governos que ela apóia! O que ressalta de novo mesmo é o uso de outra instituição, a Educação, e o instituto do “Ensino Religioso” da cartilha vagabunda do MEC como veículo da propaganda da Teologia da Libertação. Temos, então, dois problemas: a farsa do Ensino Religioso no Brasil, e a Teologia da Libertação, as duas faces da mesma moeda. A Igreja brasileira está no chão. Hoje você olha para baixo e desce escadas para encontrá-la, na companhia do governo Lula!

Da mesma maneira e pelo mesmo motivo que a Guerra Fria foi vencida pelos comunistas, a Teologia da Libertação é amplamente vitoriosa no mundo de hoje, pelo menos desde o Concílio Vaticano Segundo. Ela é a linguagem verdadeira da Igreja. A outra é a linguagem oficial, política, diplomática. No mínimo é a sua luz pública, desde que o Papa, seguindo João Paulo II, evita cuidadosamente de fazer desaparecer pela via da informação, desprezando o seu enorme poder de persuasão as sandices criminosas da Teologia da Libertação. Prefere, ao contrário, se valer de aspectos pontuais, ora penalizando um, ora penalizando outro religioso recalcitrante pela ruptura das aparências através do instituto da censura obsequiosa. Ora, isso é ainda fazer o jogo do Concílio Vaticano II que negociou a Igreja com o comunismo internacional, se comprometendo a não tocá-lo, senão na forma inquisitorial de dar exemplos. Em outras palavras, a Igreja Católica não tem capacidade articulada de fazer frente à onda avassaladora do socialismo triunfante dos nossos tempos, deixando de tocar sempre no essencial. O Papa nos visitará como antes Fidel foi visitado e fará as concessões de sempre.

A visita do Papa ao Brasil selará de forma indelével essa verdade. Tal conclusão, vinda de um não-católico e de um ex-cristão como eu, poderia ser interpretada com sarcasmo e desprezo. Aconselho aos sarcásticos, em geral, que meditem mais, que façam seu mea culpa e admitam por fim que o conservadorismo cristão esteja sofrendo o seu pior golpe. A Igreja Católica de hoje é refém do socialismo e de seus subterfúgios e morre sem nenhuma dignidade. Quando se posiciona em alguns aspectos contra ele, o faz de maneira imprudente de modo a espantar o seu rebanho, como é o caso da ex comunio dos casados pela segunda vez. Dela sobrarão apenas os justos, os puros, os inocentes, os incautos e os inadvertidos de sempre do perigo mortal.

Mas agora passemos a olhar mais de perto algumas mentiras da Campanha da Fraternidade. Lembro aos nossos ouvintes* que as minhas críticas e denúncias se referem apenas à CNBB e seu envolvimento político-ideológico com as esquerdas revolucionárias comunistas da América e do mundo, e com o corrupto governo Lula. Em primeiro lugar, vocês saberão agora o que é a Amazônia hoje e desde há 10 anos. Hoje a Amazônia perdeu suas fronteiras ao norte com a Venezuela, ao oeste com a Bolívia e a Colômbia, este último país com uma parte perdida para as FARC. As fronteiras nacionais estão desaparecendo e caindo nas mãos de guerrilhas comunistas. Soldados comunistas venezuelanos, bolivianos e colombianos entram e saem do Brasil como se fossem suas casas. O Brasil finge que não vê nada. Como sempre, Lula nega tudo. O Exército brasileiro faz um papel de tolo na região. A falsa preocupação da Igreja comunista brasileira com a Amazônia é política e estratégica – a Igreja, obedecendo ordens de Cuba e Venezuela, não quer ninguém lá dentro que não esteja sob o controle comunista dela mesma e das ONGs que têm permissão do governo brasileiro para estar lá e cuja missão “ é internacionalizar a Amazônia, um falso patrimônio da humanidade”. Patrimônio da humanidade é conversa fiada de quem quer a Amazônia e está ganhando todo dia um pedacinho dela.

A CNBB quer falar em narcotráfico? Pois bem, falemos. A guerrilha comunista das FARC que comete crimes e mais crimes, e é a principal responsável pelo narcotráfico de cocaína na região, é defendida pela Igreja comunista, pelo governo Lula, por Hugo Chávez e Fidel Castro. Olivério Medina passa por padre aqui no Brasil e pertence às FARC. Todos pertencem ao Foro de São Paulo, uma entidade que dá as diretrizes de ação, inclusive para a Igreja da CNBB e suas campanhas de fraternidade que não são fraternidade coisíssima nenhuma, mas sim o uso descarado e sacrílego da voz de Cristo e dos Evangelhos para a comunização dos povos.

Leio, a seguir, da Cartilha comunista da CNBB algumas passagens que farão vocês saberem a verdade. Da Cartilha dos Encontros Catequéticos com Crianças e Adolescentes, na página 19, encontramos uma heresia e um crime sem nome contra a religião cristã verdadeira, a de Cristo: EU VOU CRIAR UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA” – objetivo: perceber que a criação de um novo céu e uma nova terra como grande sonho de nosso Deus é responsabilidade de todos”. Isto é de um pecado sem tamanho! Agora já não falam mais em terra, falam no Céu, no Reino dos Céus de Nosso Senhor! Desde quando isso é sonho de Deus ou de Jesus? Os bispos da CNBB que estão por trás dessa frase infame deveriam ser excomungados pelo Papa! Alguém tem que avisar o Papa. Aliás, seria um bom teste para o Sumo Pontífice, uma escolha de sabedoria, uma escolha de Sophia.

Reparem a preocupação com a palavra nova, novo. Parece o Forum Social Mundial e seu mundo novo possível – é a mesma conversa marxista, revolucionária. E o pior, a palavra de Deus é usada desavergonhadamente por estes bispos vermelhos!

“Trabalho e educação para uma nova sociedade” Cartilha Encontros Quaresmais e CNBB, pagina 18. O objetivo da Campanha é “chamar à conversão e um novo estilo de vida”, pág. 5. O que é um novo estilo de vida senão a vida no socialismo?

Na pág. 5 está estampada a “preocupação” evangélica com a biopirataria, a militarização, o narcotráfico e exploração de outros países. Mas, que países estão lá? A Venezuela, a Colômbia, a Bolívia, não os Estados Unidos. Vocês não ficariam sabendo imediatamente se fossem os Estados Unidos? Haveria passeatas nas ruas do mundo todo contra os Estados Unidos. O mundo que morre de paixão pela Amazônia e odeia americanos sairia às ruas; veríamos no Jornal Nacional. Mas sobre a Venezuela comunista de Hugo Chàvez, nenhuma palavra contra. Pelo contrário, só há elogios e proteção. Vejam o seguinte na Cartilha Jovens na CF, à pág. 39: “Os grandes países capitalistas intensificam a corrida pelo controle da região, principalmente os Estados Unidos. O Plano Colômbia, a ofensiva contra a Revolução Bolivariana na Venezuela e a ALCA são exemplos contundentes dos interesses sobre a região”. O que isso tem de fraterno? Quem protege os comunistas venezuelanos é a Igreja brasileira! A Revolução Bolivariana é uma revolução comunista, sem Deus, assassina! O Plano Colômbia é uma invenção americana socialista de Bill Clinton que deixou as FARC sozinhas para a exploração da cocaína! Quem fala contra a ALCA é o PT, o PSOL da Heloisa Helena, a Maria do Rosário!

Ouçam o sacrilégio nessas linhas, à pág. 10 dos Encontros Quaresmais: “Senhor, pedimos pelos povos da Amazônia a difusão de alternativas de convivência frente ao modelo consumista neoliberal”. Estejam certos: Deus não vai ouvir tal sacrilégio. Quem fala em modelo consumista neoliberal é alguém da esquerda; é um socialista de algum partido dos porcos no Congresso; isso é linguagem de políticos comunistas. Deus não os ouve. Onde está a Fraternidade cristã nessa frase ideológica e política?

Na pág. 13 dos Encontros, que se refere à Regional Sul 3 da CNBB, há essa pouca vergonha: “Cristo aponta para a Amazônia. A realidade da Amazônia também está presente em nosso estado do Rio Grande do Sul onde temos realidades de arenização do solo, de plantio de monoculturas (eucalipto, fumo) que embora sejam geradoras de renda, geram o empobrecimento das culturas, do solo e escassez de água”. Ah, D. Dadeus Grings, eu confiava no senhor! Só faltou falar em desertos verdes! Quem é que tem essa conversa mole e mentirosa senão o MST?

Os exemplos se multiplicam nessas cartilhas comunistas. Na Celebração Penitencial nos Encontros Quaresmais, na pág. 21, há a seguinte heresia: “hoje queremos pedir perdão, quando nos acomodamos e nos deixamos levar pelo demônio da economia neoliberal que tem sido a raiz dos males na Amazônia”.

Pensem agora comigo: quem é o demônio, senão o chefe da Igreja comunista do Brasil e sua CNBB? Qual é o partido do demônio que está no poder há 10 anos? Não existe marxismo cristão. Ou se é marxista, ou se é cristão!

Esse é o programa de hoje. Amanhã falarei como os comunistas da Igreja brasileira se aproveitam da ignorância do povo, dos políticos humildes, das pessoas de boa-fé, e do poder público, ao usar o Ensino Religioso como veículo de propaganda marxista-leninista. Amanhã vocês saberão o que é Ensino Religioso do ministro Paulo Renato de Sousa e a quem ele serve. Vocês já adivinharam, não é?